ESCRITÓRIO CONTÁBIL & TRIBUTÁRIO PENELA

Qual o impacto da reoneração da folha para as empresas?

08/10/2015 11:00

O Governo Federal alterou radicalmente as regras relacionadas a desoneração da folha, com a sanção presidencial da lei que revê esse benefício na folha de pagamento concedida a 56 setores da economia, aumentando as alíquotas incidentes sobre a receita bruta das empresas, a chamada reoneração da folha.

A medida, também tornou facultativa a adesão à desoneração. Entretanto, a lei entra em vigor em 1º de dezembro deste ano, sendo que a legislação estabelece um prazo de 90 dias para a mudança na tributação, porém a opção por aderir ou não só poderá ser feita em 2016. A expectativa do Governo é aumentar a arrecadação em cerca de R$ 10 bilhões, contudo, o impacto nas empresas promete ser devastador.

“Infelizmente, no meio de uma crise, isso representará em mais um aumento nos gastos, o que com certeza tornará as empresas menos competitiva. Além disso, o fato de ser facultativa a adesão faz com que seja necessária a realização de uma análise tributária”, explica o diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos.

Ainda segundo Domingos: “as regras da desoneração foram mudadas no meio de jogo, restando para os empresários e suas contabilidades correrem para ver qual o impacto que esse aumento de alíquota terá e qual será a melhor opção. Contudo, é certo que para grande porcentagem dos negócios não será mais vantajosa a opção pela desoneração", explica.

Entenda melhor a desoneração

Para entender melhor, a desoneração da folha de pagamentos consiste na substituição (eliminação) da CPP (Contribuição Previdenciária Patronal) de 20% incidente sobre a folha de pagamentos dos funcionários e contribuintes individuais (sócios e autônomos) pela CPRB (Contribuição Previdenciária sobre Receita Bruta).

Contudo, antes da sanção da nova lei, a alíquota era de 1% ou 2% sobre o faturamento mensal, com a mudança, a partir de 1º de dezembro de 2015 (competência 06/2005) as alíquotas da CPRB serão aumentadas de 1% para 2,5% ou de 2% para 4,5%. Além disso, a desoneração da folha passará a ser "facultativa". Portanto, se não for vantajoso, o contribuinte pode simplesmente deixar de optar pela desoneração da folha.

Contudo, existem algumas exceções da regra, como é o caso do setor de carnes, peixes, aves e derivados que estão isentos do aumento (continua 1% sobre a receita bruta). E setores com aumentos diferenciados como setores de call center e de transportes rodoviários, ferroviários e metroviários de passageiros, a taxa passou de 2% para 3% e empresas jornalísticas, de rádio e TV; o setor de transporte de cargas; o de transporte aéreo e marítimo de passageiros; os operadores de portos; o setor calçadista; e a produção de ônibus e de confecções, que passou de 1% para 1,5%.

Pesquisar no site

Contato

CONTPENELA ESTRADA VILA NOVA
ANANINDEUA
(91)3231-1400 / 3245-5131

 Estamos preparados para atender sua empresa com profissionalismo e qualidade 
Nossos serviços:

Contábil

Fiscal

Pessoal

Comercial

 

PRESS CLIPPING

07/10/2026 07:55

HOJE

Brasil ganha 3 milhões de novos empreendedores com CNPJ em uma década e formalização cresce sete vezes Pesquisa realizada pelo Sebrae mostra que o avanço da formalização fez a proporção de negócios com CNPJ crescer de 28,5% para 34,7% do total   Sistema Comércio recebe bancadas eleitas...
07/10/2026 07:30

JURISPRUDÊNCIA

  STF fixa condições para multar empresa devedora que distribui lucro Entre os requisitos está a constituição definitiva e a inscrição do crédito tributário em dívida ativa   STJ nega dedução de juros sobre capital próprio da base de PIS/Cofins Empresas buscavam excluir da...
07/10/2026 07:30

INTERNACIONAL

Déficit comercial dos EUA aumenta em agosto em meio a força das importações ‌Demanda interna cresceu no ritmo mais acelerado em mais de três ⁠anos e meio no 2º trimestre, refletindo gastos robustos dos consumidores e das empresas em equipamentos, principalmente relacionados à IA
07/10/2026 07:20

TECNOLOGIA

Dívida de empresas de IA dispara e acelera alta das taxas de juros Os enormes fluxos de caixa gerados pelos gigantes de tecnologia, de Google a Meta, passando por Amazon e Microsoft, não são mais suficientes
07/10/2026 07:20

AGRONEGÓCIO

O Imposto Seletivo e o agro: a porta dos fundos da cumulatividade Blindagem do agronegócio contra o IS é menor do que parece  
07/10/2026 07:15

RECURSOS HUMANOS

Projeto prevê folga em dobro para trabalhadores que atuarem no Tribunal do Júri Texto está em análise na Câmara dos Deputados
10/07/2026 07:55

ARTIGOS

Novo IBS-Ecológico deve render aos cofres das prefeituras R$ 10,4 bi, aponta estudo do Ipea O valor representa cerca de 0,1% do PIB, similar ao gasto médio anual ambiental do governo federal entre 2001 e...